Na verdade, não tem muito a ver com jornalismo - talvez tenha um pouco de jornalismo investigativo nisso -, mas vou deixar aqui um link que eu achei na internet em que as pessoas participam dando um review sobre alguma comida pronta que comeram (e, para isso, você deve tirar uma foto da embalagem do produto/de como eles mostram na propaganda e uma foto do produto real).
Pra quem adora experimentar comidas exóticas, vale a dica de ler os reviews e ver se tem coragem de comprar mesmo, já que muitas vezes esses produtos são meio caros.
Deliciem-se!
http://comacomosolhos.com/
Claudia
sábado, 30 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
JORNALISMO 2.0: Como sobreviver e prosperar
Capítulo 5
O capítulo “Como fazer um blog” do livro “Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar” se apresenta como uma espécie de manual sobre os conceitos da blogosfera, as ferramentas/formatos possíveis de serem utilizados e até alguns conselhos sobre como manter um blog e projetá-lo para o sucesso.
Ao definir blog, Mark Briggs (2007, p.55) é categórico ao afirmar que odeia o termo, por não passar a noção de revolucionária e avançada tecnologicamente a que a plataforma remete. Para ele, para um produto ser um blog, deve ter três características em comum: a) Ser semelhante a um jornal online, mas com uma escrita mais coloquial e notícias mais recentes, aparecendo no topo da página, b) Ter endereços que levam a outras notícias encontradas na web, sempre complementadas com informações novas ou opiniõs do blogueiro e c) Uma parte reservada à interação leitor/autor, ou seja, um link destinado aos “comentários”.
Ao entrar brevemente na história dos blogs, o autor explica que são uma ferramenta revolucionária, pois trouxeram uma evolução ao modelo de Internet dos anos 90, no qual era necessário conhecimento específico sobre como construir uma página na web para poder publicar algo. Com os blogs, a facilidade de publicação foi incrivelmente alcançada e qualquer um – que tenha o mínimo de conhecimento digital – pode se expressar por meio de um endereço na blogosfera.
Assim, Briggs (2007, p.56-57) coloca como principais marcos da história dos blogs os atentados terroristas de 11 de setembro, a invasão militar norte-americana no Iraque e a campanha eleitoral nos EUA em 2004. Mesmo que esquecido por inúmeros autores, este último acontecimento demonstra a importância deste modelo de página como ferramenta de comunicação, uma vez que foi amplamente utilizada por candidatos presidenciais e pelos comitês de campanha.
Após essa retomada histórica, o autor explica os passos que o blogueiro deve seguir para criar um bom blog. O primeiro é, antes de criar sua plataforma, pesquisar modelos parecidos. Assim, o blogueiro pode observar quais postagens o interessa mais e analisar os motivos, anotar de que forma pode incorporar esses elementos positivos ao seu blog e observar se o ritmo de atualizações é satisfatório ou não.
Continuando em ritmo de manual, Briggs (2007, p.58) lança uma espécie de vocabulário das terminologias da blogosfera. É um ponto importante porque explica as vantagens de utilizar cada ferramenta e/ou formato. O “post” é o texto – sendo que texto é entendido aqui como imagens, áudio ou vídeo – publicado no blog. Um “permalink” é, conforme sua tradução, um link permanente, ou seja, um link específico para cada publicação, facilitando que o público possa indicar aquela postagem específica a terceiros. O “tradback” é uma ferramenta de interação blog/blog, na qual um blogueiro “avisa” ao outro que está utilizando seu material. O “blogroll” funciona como uma indicação de outros blogs aos leitores. Geralmente aparece na lateral e é importante por contextualizar o leitor em qual “galáxia” – considerando a blogosfera como um universo amplo – seu blog está inserido.
O autor também explica alguns formatos específicos de blogs e as características que os definem. O “linkblog” é destinado a indicar conteúdos interessantes online, sem maiores opiniões e comentários. Funciona como uma espécie de catálogo de links interessantes. O “vlog” se especificou em comentar e disponibilizar vídeos. E o mais recente “moblog”, que é uma plataforma alimentada por meio de tecnologias móveis, como por exemplo, um celular.
Após estar familiarizado com a terminologia de ferramentas e formatos e de analisar outros blogs, Mark Briggs (2007, p. 59) começa a dar dicas de como utilizar bem a dinâmica dos blogs. Assim, ele explica que as postagens devem seguir as mesmas características de e-mails, atentando-se para não serem muito longas e com textos cansativos. A mesma objetividade deve estar contida nos títulos, uma vez que, do mesmo modo que em um jornal impresso tradicional, são eles que atraem os olhos do leitor e o convidam ou repelem para uma leitura.
Para manter uma audiência fixa e até mesmo aumentá-la, o autor afirma ser importante utilizar estratégias básicas, como sempre citar as fontes de material utilizado de outros locais, algo que confere confiabilidade e credibilidade. Outra maneira de atrair o interesse dos leitores é dar indicações do que seu blog publicará. Por exemplo, se o blogueiro está escrevendo sobre um acontecimento importante que não está pronto, ele deve publicar um pequeno post com um resumo do assunto e dizer que, em breve, o blog aprofundará a notícia.
Ainda neste ponto, o artigo explica que é importante atualizar pelo menos uma vez por dia, pois, segundo ele, quanto maior a freqüência de atualização, maior será a audiência.
Em relação à interação entre blogueiro/leitor, “você deve encarar os comentários como uma valiosa ferramenta de reportagem e não menosprezá-los como fazem muitos jornalistas tradicionais” (BRIGGS, 2007, p. 61). Exatamente por ser uma importante ferramenta para o sucesso de um blog, o autor explica que o blogueiro deve estimular os comentários, colocando opiniões que estimulem o debate e destacando observações inteligentes. Para Briggs (2007, p.61), “isto é fundamental, porque uma das razões pelas quais os blogs são populares é que eles levam em conta a interatividade e dão aos leitores um sentido de participação”. Porém, há um alerta para a existência de comentários desrespeitosos e que não acrescentem nada ao blog. Eles devem ser orientados, moderados e, se persistirem, devem ser excluídos.
Por fim, Mark Briggs explica que é importante colocar fotografias em seu blog para ilustrá-lo. Porém, devem ser feitas com equilíbrio, pois imagens muito pesadas podem deixar a navegação lenta, prejudicar a leitura e, conseqüentemente, o acesso ao blog.
Como afirmado anteriormente, o capítulo se mostra como um manual para a criação e projeção de um blog. Entretanto, é fundamental por apresentar ferramentas e procedimentos importantes na dinâmica da blogosfera e, principalmente, ao desconstruir suas dicas, pode representar uma importante metodologia a ser utilizada na análise de blogs.
Por Vitor Oshiro
O capítulo “Como fazer um blog” do livro “Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar” se apresenta como uma espécie de manual sobre os conceitos da blogosfera, as ferramentas/formatos possíveis de serem utilizados e até alguns conselhos sobre como manter um blog e projetá-lo para o sucesso.
Ao definir blog, Mark Briggs (2007, p.55) é categórico ao afirmar que odeia o termo, por não passar a noção de revolucionária e avançada tecnologicamente a que a plataforma remete. Para ele, para um produto ser um blog, deve ter três características em comum: a) Ser semelhante a um jornal online, mas com uma escrita mais coloquial e notícias mais recentes, aparecendo no topo da página, b) Ter endereços que levam a outras notícias encontradas na web, sempre complementadas com informações novas ou opiniõs do blogueiro e c) Uma parte reservada à interação leitor/autor, ou seja, um link destinado aos “comentários”.
Ao entrar brevemente na história dos blogs, o autor explica que são uma ferramenta revolucionária, pois trouxeram uma evolução ao modelo de Internet dos anos 90, no qual era necessário conhecimento específico sobre como construir uma página na web para poder publicar algo. Com os blogs, a facilidade de publicação foi incrivelmente alcançada e qualquer um – que tenha o mínimo de conhecimento digital – pode se expressar por meio de um endereço na blogosfera.
Assim, Briggs (2007, p.56-57) coloca como principais marcos da história dos blogs os atentados terroristas de 11 de setembro, a invasão militar norte-americana no Iraque e a campanha eleitoral nos EUA em 2004. Mesmo que esquecido por inúmeros autores, este último acontecimento demonstra a importância deste modelo de página como ferramenta de comunicação, uma vez que foi amplamente utilizada por candidatos presidenciais e pelos comitês de campanha.
Após essa retomada histórica, o autor explica os passos que o blogueiro deve seguir para criar um bom blog. O primeiro é, antes de criar sua plataforma, pesquisar modelos parecidos. Assim, o blogueiro pode observar quais postagens o interessa mais e analisar os motivos, anotar de que forma pode incorporar esses elementos positivos ao seu blog e observar se o ritmo de atualizações é satisfatório ou não.
Continuando em ritmo de manual, Briggs (2007, p.58) lança uma espécie de vocabulário das terminologias da blogosfera. É um ponto importante porque explica as vantagens de utilizar cada ferramenta e/ou formato. O “post” é o texto – sendo que texto é entendido aqui como imagens, áudio ou vídeo – publicado no blog. Um “permalink” é, conforme sua tradução, um link permanente, ou seja, um link específico para cada publicação, facilitando que o público possa indicar aquela postagem específica a terceiros. O “tradback” é uma ferramenta de interação blog/blog, na qual um blogueiro “avisa” ao outro que está utilizando seu material. O “blogroll” funciona como uma indicação de outros blogs aos leitores. Geralmente aparece na lateral e é importante por contextualizar o leitor em qual “galáxia” – considerando a blogosfera como um universo amplo – seu blog está inserido.
O autor também explica alguns formatos específicos de blogs e as características que os definem. O “linkblog” é destinado a indicar conteúdos interessantes online, sem maiores opiniões e comentários. Funciona como uma espécie de catálogo de links interessantes. O “vlog” se especificou em comentar e disponibilizar vídeos. E o mais recente “moblog”, que é uma plataforma alimentada por meio de tecnologias móveis, como por exemplo, um celular.
Após estar familiarizado com a terminologia de ferramentas e formatos e de analisar outros blogs, Mark Briggs (2007, p. 59) começa a dar dicas de como utilizar bem a dinâmica dos blogs. Assim, ele explica que as postagens devem seguir as mesmas características de e-mails, atentando-se para não serem muito longas e com textos cansativos. A mesma objetividade deve estar contida nos títulos, uma vez que, do mesmo modo que em um jornal impresso tradicional, são eles que atraem os olhos do leitor e o convidam ou repelem para uma leitura.
Para manter uma audiência fixa e até mesmo aumentá-la, o autor afirma ser importante utilizar estratégias básicas, como sempre citar as fontes de material utilizado de outros locais, algo que confere confiabilidade e credibilidade. Outra maneira de atrair o interesse dos leitores é dar indicações do que seu blog publicará. Por exemplo, se o blogueiro está escrevendo sobre um acontecimento importante que não está pronto, ele deve publicar um pequeno post com um resumo do assunto e dizer que, em breve, o blog aprofundará a notícia.
Ainda neste ponto, o artigo explica que é importante atualizar pelo menos uma vez por dia, pois, segundo ele, quanto maior a freqüência de atualização, maior será a audiência.
Em relação à interação entre blogueiro/leitor, “você deve encarar os comentários como uma valiosa ferramenta de reportagem e não menosprezá-los como fazem muitos jornalistas tradicionais” (BRIGGS, 2007, p. 61). Exatamente por ser uma importante ferramenta para o sucesso de um blog, o autor explica que o blogueiro deve estimular os comentários, colocando opiniões que estimulem o debate e destacando observações inteligentes. Para Briggs (2007, p.61), “isto é fundamental, porque uma das razões pelas quais os blogs são populares é que eles levam em conta a interatividade e dão aos leitores um sentido de participação”. Porém, há um alerta para a existência de comentários desrespeitosos e que não acrescentem nada ao blog. Eles devem ser orientados, moderados e, se persistirem, devem ser excluídos.
Por fim, Mark Briggs explica que é importante colocar fotografias em seu blog para ilustrá-lo. Porém, devem ser feitas com equilíbrio, pois imagens muito pesadas podem deixar a navegação lenta, prejudicar a leitura e, conseqüentemente, o acesso ao blog.
Como afirmado anteriormente, o capítulo se mostra como um manual para a criação e projeção de um blog. Entretanto, é fundamental por apresentar ferramentas e procedimentos importantes na dinâmica da blogosfera e, principalmente, ao desconstruir suas dicas, pode representar uma importante metodologia a ser utilizada na análise de blogs.
Por Vitor Oshiro
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