sábado, 11 de julho de 2009

Mídia em Honduras, mídia no Irã...

Reproduzo aqui um artigo publicado no Observatório da Imprensa que discute o acesso à internet e a repercussão das eleições iranianas e o golpe hondurenho nesta mídia...


GOLPE EM HONDURAS
A contra-web-revolução

Por Rafael Duarte Oliveira Venancio em 7/7/2009


Junto com a mobilização midiática, especialmente na internet, proporcionada pela Revolução Verde do Irã, ocorria em Honduras um golpe de Estado contra o presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya. Não demorou muito para as comparações serem feitas, sempre na visão de que o heroísmo internético do Irã e o silêncio em Honduras foram construídos pelos grandes conglomerados da mídia internacional.

Novamente, o objetivo aqui não é tomar partido de nenhuma das duas correntes, mas analisar, em breves linhas, a alegada falta de impacto midiático, especialmente no meio digital, que os manifestantes pró-Zelaya proporcionam, inclusive para nós, brasileiros, vizinhos do país centro-americano.

Podemos começar com uma pergunta: "Por que a internet foi arma midiática nas mãos dos iranianos e não a foi nas mãos dos hondurenhos?". Um esboço de resposta simples começa no fato do contraste acerca do acesso à internet dos dois países.

No Irã, segundo dados da consultoria Atieh Bahar, de 2008, há 18 milhões de usuários da internet (quase 25% da população) e, em 2009, o governo australiano identificou mais de 1500 provedores de internet iranianos. Já em Honduras, há 400 mil usuários de internet (quase 6% da população) e 100 provedores.

Ora, seria difícil para um pequeno país da América Central com pouco acesso – e pouco incentivo ao acesso também – digital galgar um movimento amplo de mobilização via internet, tal como Irã. Outro fator crucial foi o fato de existirem muitos imigrantes iranianos na Europa Central e em países vizinhos, possibilitando uma ajuda na disseminação da informação driblando a censura oficial via proxy.

Multidão: jornalista ou testemunha?

Sem a visibilidade midiática adequada, os manifestantes pró-Zelaya se tornam, segundo a leitura de muitos, meros prisioneiros-espectadores do destino político de seu país. Aqui, nessa visão, a multidão é testemunha sufocada, aprisionada e alienada de seu direito de expressão. Sem dúvida, essa visão está correta. No entanto, por que isso acontece?

Em Honduras, encontramos um modelo de comunicação social extremamente baseado no velho broadcasting. Ou seja, poucos meios de comunicação de massa – impressos, rádio e TV – são os únicos pólos de emissão para uma ampla audiência. Essa constituição extremamente verticalizada facilita a censura.

Aliás, informações de censura é o que exatamente recebemos de fontes independentes de notícias. Em 29 de junho, algumas estações foram impedidas de transmitir pelo novo governo central. Até mesmo a CNN em espanhol não teve o seu sinal permitido pelos militares. O que restou foram apenas veículos amigáveis aos contra-Zelaya, que pedem insistentemente à população que deixem de protestar e que continuem a sua rotina normal.

Possibilidade emancipadora da internet

Ora, se Honduras possuísse uma disseminação de informação mais horizontalizada, tal aquela proporcionada por um amplo acesso à internet, o rumo midiático poderia tomar outra direção, inclusive na cobertura brasileira. Quanto mais horizontalizado o sistema de comunicação social, mais difícil censurá-lo e mais fácil de apurar os diversos lados da notícia.

Quando falamos que, na internet, a multidão pode ser jornalista, nos pautamos por uma simples diferenciação. No meio digital, todos podem escrever, todos podem ser blanquis de suas causas. Ora, tal como o velho revolucionário socialista que acreditava que precisava apenas de um pequeno grupo determinado e armado para tomar o poder francês, os internautas parecem dispor de todos os recursos para reportar eles mesmos a sua realidade. O monitor e o teclado viraram a faca e o queijo na mão digital.

O acesso à internet tem que ser tratado como crucial dentro dos direitos à liberdade de expressão. Muito modismo corre na rede, incluindo flashmobs inúteis, no entanto, seria muito enriquecedor ver os hondurenhos saírem da contra-web-revolução posta em marcha muito antes do golpe de Estado contra Zelaya. Com certeza, a revolução pela liberdade e igualdade dos direitos à comunicação não será televisionada, mas poderá ser interneticamente falada.

domingo, 5 de julho de 2009

Da garagem para o mundo...virtual

Natália Rodrigues

Com tantas facilidades de se divulgar uma banda na internet, o grande desafio para os apreciadores de música, que passam as tardes ociosas em busca de algo interessante na rede, é realizar a “garimpagem musical”, que consiste em separar os aspirantes a rockstar munidos, simplesmente, de um instrumento musical e muita vontade de ficar famosos, daqueles que, além disso, possuem algum talento e originalidade.

As bandas que antes se limitavam às garagens – e a ocasional festinha entre amigos – encontram no mundo virtual um espaço para mostrarem seu trabalho. Mas não era só a falta de oportunidade que prendia muitas dessas bandas à garagem. A falta de talento era também um fator determinante, e essa carência a internet não pode suprir.

O espaço virtual democrático – que abriga tantas outras bizarrices da sonhada “inclusão digital” – criou, no mundo da música, uma dificuldade para o surgimento de grandes bandas. Na verdade não se trata exatamente do “surgimento” dessas bandas. Elas, de fato, podem já existir, o difícil é encontrá-las no meio de tantas outras.

Algumas bandas conseguiram, sim, “estourar” na internet e atingir os meios mainstream de sucesso. Um exemplo – que não poderia ser outro – são os ingleses do Arctic Monkeys, que disponibilizaram suas músicas na rede e já eram febre quando finalmente lançaram o cd, alcançando o topo das paradas britânicas.

Sites como o myspace (www.myspace.com) estão lotados de novidades musicais. Mas não são apenas músicos iniciantes que se utilizam destes sites como um meio acessível para divulgar seu trabalho, bandas consagradas também aderiram à nova tendência e lançam suas músicas na rede até mesmo para testarem a reação de seus fãs. Foi assim com a banda do ex-hermano Rodrigo Amarante, o Little Joy, que lançou suas primeiras músicas no myspace e tiveram total aprovação dos fãs.

Um outro problema é a falta de originalidade que predomina sobre o som do cenário virtual. As “formulazinhas” que antes determinavam apenas a produção da grande indústria musical são, agora, tendências presentes também na música do cyberespaço. Mas diferentes daquelas, as fórmulas atuais não são garantia de sucesso. Seu único efeito é dar a sensação de que você já ouviu aquilo antes, mas que, agora, já não parece mais interessante.

Vale a pena escutar:
www.myspace.com/arcticmonkeys
www.myspace.com/littlejoymusic

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mobile Journalism

Pesquisando sobre os palestrantes do Intercom Nacional 2009, evento que acontece de 4a 7 de Setembro em Curitiba, encontrei o professor Fernando Firmino da Silva, doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela UFBA. Ele tem um blog chamado Jornalismo Móvel (mobile journalism), onde publica as novas tendências da mobilidade, além de matérias sobre o assunto.

Uma que destaco é sobre a modernização do Correio Braziliense, de Brasília, que apostou na interação com o leitor por meio do celular. O jornal disponibilizou todo o conteúdo do impresso para celulares, para conexão sem fio ou pela própria rede do aparelho. O interessado não precisa pagar nada ao periódico para ter acesso ao conteúdo.

Além disso, quem possuir um aparelho smartphone pode abusar da interatividade por meio do QR Code, ( código de barras bidimensional, 2D, criado pela empresa japonesa Denso-Wave em 1994) que decodifica endereços para web. É um código para ser interpretado rapidamente por imagens, até as de baixa resolução como as dos celulares. Com a câmera do aparelho, é só fotografar o código no jornal impresso correspondente ao assunto de interesse, que o leitor tem acesso à rede automaticamente.


Para saber mais detalhes acessem
"http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/06/21/tecnologia,i=120440/SITE+DO+CORREIO+BRAZILIENSE+GANHA+VERSAO+GRATUITA+PARA+CELULARES.shtml"


E também o blog jornalismomovel.blogspot.com/

PS: Não estou ganhando comissão do professor para divulgar o blog (rs), mas achei interessante a discussão das novidades tecnológicas para a nossa área.

Abraços!

Georgia

terça-feira, 30 de junho de 2009

Jornalismo Étnico on-line

Uma modalidade de jornalismo instituída como instrumento de expressão em contraponto ao desinteresse da imprensa tradicional é o jornalismo indígena. Em toda a América e demais continentes há uma apropriação da Internet para produção jornalística de caráter étnico.
É certo que esse jornalismo seja incipiente e careça de capacitação. Mas o mister, a especificidade e a abrangência validam a modalidade.
O mister sobreleva no histórico de desmandos políticos e econômicos. A especificidade se perfaz na autodeterminação e nos fatos sociais e culturais peculiares. A abrangência compreende grupos étnicos na América e em distintas regiões, como na Austrália, em que a designação do autóctone é “aborígene”.
O jornalismo étnico on-line se privilegia na pragmática da Internet como a interatividade, a hipertextualidade e a glocalidade. Na profusão de notícias em rede, esse novo jornalismo sintetiza notícias e informações afins.
É também um fenômeno para a Ciência da Comunicação, sobretudo na observação de impactos da tecno-socialidade. Por ser extemporâneo e globalizado envolve implicações devido a tais características. A modalidade não surgiu nos primórdios do jornalismo e não acompanhou os estágios evolutivos das mídias. E sem a adoção de tecnologias em desuso, se institui no estado de arte da multimídia, quando a “estrada on-line” é a alternativa se a imprensa tradicional não se faz possível.

referências:
http://www.programadeindio.org/blog/
http://www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/noticias/index.htm
http://www.indiosonline.org.br/
http://www.indigenouslawjournal.org/weblinks
http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=node/2446
http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=pt-br/node/2441
http://www.navajotimes.com/
http://www.ijnet.org/pt/node/12554

Osias Sampaio

Globo.com parte II

No mesmo dia, a outra vítima do jornalismo da Globo.com foi Michael Jackson. Ou melhor, seus fãs.
Enquanto redes de TV como CNN noticiavam a morte do astro pop, quem só tinha a internet como fonte de informação naquela quinta-feira ficaria sem saber o que realmente estava acontecendo.
Por volta das 20h, sites do mundo todo davam como certa a morte do cantor. Já a Globo.com divulgava, até às 20h38, a seguinte matéria:

Jornal e TVs dizem que Michael Jackson morreu, mas não há confirmação oficial
Rei do pop foi levado a hospital de Los Angeles nesta quinta (25).
Segundo NYT, morte teria ocorrido às 17h07, horário de Brasília.


Algum tempo depois, o portal confirma:

Michael Jackson morre aos 50 anos
Rei do pop foi levado a hospital de Los Angeles nesta quinta (25).
Ele foi declarado morto às 18h26, horário de Brasília.


Se Michael Jackson foi declarado morto às 18h26, o jornalismo da Globo.com ficou devendo num dos quesitos chave do online: a rapidez em checar informações. Afinal, levou mais de duas horas para que se confirmasse o que a maioria das TVs fechadas já explorava à exaustão naquela noite de quinta. Tanto “cuidado” seria medo de dar uma notícia errada? Ou seria falta de competência mesmo? O que vocês acham, galera?

Por Bruna Komarchesqui

Globo.com parte I

E por falar em jornalistas, diploma, ética, qualidade da informação e internet, o portal Globo.com vem, desde a semana passada, dando uma palhinha de “bom” jornalismo pra gente. Primeiro foi o caso de gripe suína na UEL. O fato mereceu manchete no portal no dia 25 de julho, data da suspensão das aulas. A matéria, no entanto, era um CTRL C + CTRL V do Comunicado Oficial da Reitoria, publicado no site da UEL.
Confiram:

O comunicado da Reitoria

A notícia dada pelo G1

De acordo com Wilmar Marçal, reitor da UEL, justificou a medida como preventiva, para evitar problemas posteriores. Segundo ele, a atividade acadêmica preconiza reuniões em locais fechados, o que facilita a difusão do vírus.

Além dos problemas gramaticais, o portal dá a entender que o Reitor Wilmar Marçal foi ouvido. Mais abaixo, no entanto, a matéria diz:

Ainda segundo o documento, as autoridades sanitárias informaram que 25 pessoas do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e do setor de Anatomia da UEL estão afastados das atividades por dez dias. Estes pacientes são monitorados pelas autoridades sanitárias, sendo que uma paciente, servidora técnica-administrativa, está internada apresentando os sintomas da doença.

Que documento? Em nenhum momento a matéria cita como fonte a Nota Oficial publicada no site da UEL.

Perguntinha inocente: será que algum jornalista do site ouviu o Reitor Wilmar Marçal? Aliás, será que o “jornalista” que escreveu a matéria tem diploma?


Por Bruna Komarchesqui

Keep Moonwalking

Luis Antonio Palma Hangai

Ninguém falou dele, mas alguém tinha que falar!!


Desde quinta-feira (25) a mídia está alvoroçada. Ora, ninguém mais ninguém menos do que Michael Jackson, considerado por muitos como o Rei do Pop, faleceu vítima de uma parada cardíaca. Sua vida sempre foi retratada como uma fabulosa novela, quase uma paródia das aventuras infantis de Peter Pan. Desde a época dos Jackson Five - grupo musical do qual Michael fez parte juntamente com seus irmãos - o mundo se deslumbrava diante do talento incontestável do garoto negro que anos depois tornou-se “branco”. Nos anos 80 consagrou-se como o símbolo máximo da música pop ao desenvolver um estilo único de cantar e dançar. Seu ápice foi o álbum Thriler, o mais vendido de toda a história da indústria fonográfica.


Veja mais fotos de Michael Jackson



Mas nem tudo era maravilha na Terra do Nunca de Michael Jackson. Alvo de denúncias de abusos sexuais contra menores, o cantor viu sua carreira se esfacelar aos poucos. Além disso, inúmeras cirurgias plásticas lhe transfiguraram em uma espécie de extravagância midiática. Dizia-se portador de vitiligo, doença que clareia a pele e foi mundialmente criticado quando expôs um de seus filhos na janela de um apartamento em Berlim. Mas rei que é rei, jamais perde a majestade. Através de polêmicas ou de sua própria arte, ele nunca fora tratado com indiferença pela mídia. Dava motivo para piadas, é claro, no entanto qualquer sinal de que retornaria aos palcos levantava a atenção mais séria de fãs e não-fãs. Aos 50 anos, física e mentalmente debilitado, Michael Jackson teria condições de realizar mais uma turnê como prometera antes de morrer?


Ele já está em turnê em sua vida pós-morte. Basta um clique em sites de donwload e lá estará o nome Michael Jackson no topo das listas. Sua dança é relembrada e imitada, ora com fidelidade ora com humor, e suas músicas repentinamente voltaram às paradas de sucesso das rádios FM. E já correm os rumores de um DVD póstumo contendo alguns de seus últimos ensaios. O garoto prodígio de vestes brilhantes e chapéu de mafioso definitivamente nunca quis envelhecer, muito menos morrer. Ainda vai dar muita matéria-prima para os noticiários. Será o primeiro da lista também de qualquer agenda setting!


Por fim, deixo um humilde vídeo informativo que produzi às pressas (viva ao deadline) contendo performances ao vivo do cantor em sua fase áurea e algumas curiosidades.


Auuuuuuuuuuuu



Jornalistas por formação!

Meus queridos quase jornalistas (ou seria cozinheiros?) por formação:
Deem uma olhada neste blog: A cozinha do Gilmar.
Tem muita discussão legal por lá sobre a decisão do STF.
Bom apetite a todos!




Bruna Komarchesqui

Real ou Virtual ?!

Por Nara Chiquetti

A tecnologia fascina. É isso que muita gente sente ao se deparar com o virtual que se torna cada vez mais real. Na era em que vivemos, a tecnologia se faz sempre mais presente e de várias formas. É possível, por exemplo, fazer ligação pelo computador, conversar em tempo real com pessoas do mundo todo por meio de mensagens instantâneas, manter redes de amigos e comunidades virtuais... enfim. A tecnologia bate à nossa porta sempre com novidades, foto, TV, rádio, todos digitais. Isso a maioria das pessoas já conhecem e tem contato.
Mas, o virtual vem ganhando vida! Objetos podem “saltar” da tela e/ou inclui-lo ao mundo virtual (ou vice-versa?!). A Realidade Aumentada permite que o virtual “invada” o real. Como por um passe de mágica objetos ganham vida na frente do seu computador. Na Realidade Aumentada, o computador gera objetos em 3D no ambiente real, por meio dispositivo tecnológico. Além disso, é possível também ao usuário o manuseio desses objetos com as mãos, possibilitando uma interação fascinante aos olhos do espectador. Você pode brincar com a realidade. Se ainda não teve esta experiência, conheça a Realidade Aumentada. Com uma câmera e algum código você verá uma outra “realidade”. Dentre outras possiveis aplicações, esta tecnologia está sendo testada para uso médico, em cirurgias, por exemplo.



Neste site é possivel imprimir um exemplo de realidade virtual: http://realidadeaumentada.com.br/home/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

Aqui você encontra vários videos mostrando a Realidade Aumentada: http://www.ckirner.com/realidadevirtual/?V%CDDEOS

Assista também a matéria do Jornal da Globo (11/06/09) sobre a Realidade Aumentada. É bem interessante e mostra como é possível para a medicina usar esta tecnologia. http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1191839-16021,00-O+JORNAL+DA+GLOBO+AUMENTOU+A+REALIDADE.html

Confira e boa diversão!!!!

Plantão Sorriso


Por Beatriz Assumpção

Acredito que todos vocês já ouviram falar dos Doutores da Alegria, grupo paulista que leva arte e risadas às crianças internadas em hospitais da cidade. Ou conhecem o grupo francês Le Rire Mèdecin. Caso nunca tenham ouvido falar nesses nomes, com certeza já viram o filme Patch Adams, baseado na história de um médico norte americano que usava o humor para aliviar a dor dos pacientes.

Aqui em Londrina, o grupo Plantão Sorriso se inspirou no trabalho desses precursores e há 13 anos devolve às crianças internadas a possibilidade de brincar e sonhar.

A trupe é formada por atores profissionais que hoje visitam seis hospitais de Londrina e região semanalmente. Vestidos de palhaços, esses atores quebram a rotina, brincam com os procedimentos hospitalares, divertem a equipe médica e distribuem muitas risadas pela ala infantil dos hospitais. Além disso, eles ainda encantam as crianças, fazem com que elas esqueçam por algumas horas a doença e se preocupem em brincar e se divertir. Tudo isso para amenizar o sofrimento da internação e humanizar o ambiente hospitalar. E o que eles querem quando fazem esse trabalho? Uma boa gargalhada...

Eu acompanhei o trabalho desse pessoal durante dois dias. O resultado disso vai estar na Coluna Saúde e Vida da semana que vem. Por enquanto, vocês vão escutar um trecho da entrevista com Jaqueline Cavazzana, atriz do Plantão Sorriso há cinco anos, e também um pouco do que eu vi e ouvi no Hospital Universitário.





A Coluna Saúde e Vida vai ao ar segunda-feira, às 12h15, quinta, às 23h e sábado, às 10h na Rádio UEL FM. Você pode escutar em 107,9 MHz ou direto no site.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com a reitoria

por Vitor Oshiro

Utilizando toda a habilidade jornalística que nos é cabível, o "Tava na Ementa" conseguiu uma palavrinha oficial sobre a suspensão das aulas na UEL.



É essa a consequência da falta do que fazer!

Publicações para tudo e para todos


Férias suínas na UEL, de graça em casa e sem nada para fazer? Esse site pode ser a sua salvação. O Issuu - se me permitem a metáfora - é o YouTube das publicações. Lá você pode encontrar revistas eletrônicas, livros, portfólios e tudo o que a imaginação humana pode permitir. Clicando sobre as miniaturas dos arquivos postados, você pode passear página a página, aumentar ou diminuir o zoom, escolher a forma de visualização e outras coisinhas.

O site é em inglês, mas de fácil acesso. Para iniciar uma busca, você pode recorrer à barra de idiomas e selecionar a língua desejada, escolher o tipo de publicação, ou então recorrer ao pequeno menu lateral da homepage com os grandes temas - carros, moda, design, música, arquitetura...

O mais interessante é que você pode encontrar trabalhos de diferentes partes do mundo - com diferentes qualidades, diga-se de passagem. Tem coisa bem, mais ou menos e mal feita. Vocês, jovens da espinha rija, tenho certeza que são capazes de explorar o vasto arquivo em busca da publicação perfeita. O site também disponibiliza aquele status de 5 estrelinhas (o quão fiel, sincera e honesta é essa classificação, eu já não sei dizer), os comentários dos usuários e lista de arquivos relacionados que podem servir como guias.

Agora, se lendo tudo isso, você se animou e pretende ser o futuro mago das publicações eletrônicas com seu próprio projeto, é preciso criar uma conta no Issu, efetuar o login e postar. Rápido, fácil e rasteiro. Com o login você também ganha algumas regalias, como personalizar o modo de visualização do site e baixar os arquivos em seu computador.

Vale a pena como passatempo, sim, e também como fonte de inspiração e referência para quem se interessa pelo campo gráfico. Acreditem, tem muuuuita coisa. Minhas dicas iniciais são as revistas Tailspin, em inglês, e a Parq, em português de Portugal. Essa última tem até site - as edições também estão disponíveis lá para download em PDF. As duas tratam de arte, música e cultura com projetos gráficos e fotografias bem interessantes.

Cliquem djá!

Juliana Teixeira

Alunos pedem uma decisão definitiva da reitoria

Por Vitor Oshiro

A nova suspensão das aulas e das atividades da UEL por uma semana gerou polêmica entre alunos e funcionários. O motivo é a preocupação com o calendário e as atividades desenvolvidas. Apesar de alguns apoiarem a decisão e acharem que a segurança deve ser pensada em primeiro lugar, a maioria das pessoas acredita que o melhor seria tomar uma posição definitiva de volta às aulas ou de adiantamento das férias.

Ouça a opinião de alguns alunos e funcionários após a decisão:

Che está mais vivo que nunca


*** Esta é uma opinião de uma simples espectadora e não de uma especialista em cinema.


Chegou a Londrina o filme Che – o argentino, a primeira parte da produção que conta parte da história do guerrilheiro mais conhecido do mundo. Para quem conhecia Che somente pelas fotos com sua famosa boina tem a chance de o ver reencarnado na figura de Benicio Del Toro, ator porto-riquenho que levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes por sua atuação no filme. A busca por atores que se pareciam com os personagens foi além e trouxe cópias quase fiéis de Fidel Castro (Demián Bichir) e Raul Castro – interpretado por Rodrigo Santoro, que mais uma vez conseguiu um papel em produções importantes.


Quem espera de Che um filme de ação com muita adrenalina vai se frustrar por causa de seu tom quase documental. O enredo começa a se desenrolar no dia em que Fidel e Che se conhecem e o médico decide que vai ajudar o futuro governante de Cuba na revolução. Entremeando as cenas da guerrilha há flashforwards de Ernesto Guevara, já em 1964, dando entrevista a uma repórter norte-americana e fazendo pronunciamentos no encontro da ONU. A edição do filme foi muito bem feita, pois soube intercalar fatos do presente e do futuro com sabedoria e prendendo a atenção do espectador. Além disso, durante os flashforwards, o filme usa o preto e branco e faz as tomadas como se usasse uma câmera caseira, o que dá mais aspecto de realidade.


Assinando a produção está Steven Soderbergh, um dos mais versáteis diretores da atualidade. A proposta do diretor era de mostrar o guerrilheiro mais como homem do que como mito e, de certa forma, o objetivo é atingido. Mas em muitas cenas ainda é possível manter na mente a imagem romântica de Ernesto “Che” Guevara como um salvador e bom caráter.


Vale a pena esperar por Che – a guerrilha, a segunda parte do longa.


Serviço: Che – o argentino

Cine Com-tour – Avenida Tiradentes, 1241

Sessões diárias – 20h30

Ingressos: R$8,00 – estudantes, aposentados, funcionários da UEL e professores da rede pública pagam meia entrada.


Ficha Técnica
Título Original: Che: Part One
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento (EUA / França / Espanha): 2008
Site Oficial: http://www.che-movie.co.uk/
Estúdio: Wild Brunch / Morena Filmes / Estudios Picasso / Section Eight / Laura Bickford Productions / Telecinco
Distribuição: IFC Films / Europa Filmes
Direção: Steven Soderbergh Roteiro: Peter Buchman, baseado em livro de memórias de Ernesto "Che" Guevara
Produção: Laura Bickford e Benicio Del Toro
Música: Alberto Iglesias
Fotografia: Steven Soderbergh
Desenho de Produção: Antxón Gómez
Direção de Arte: Laia Colet e Maria Clara Notari
Figurino: Sabine Daigeler
Edição: Pablo Zumárraga
Por Pauline Almeida

Prorrogação da suspensão das aulas na UEL

Por Vitor Oshiro

Em reunião esta manhã, O Conselho Universitário decidiu estender por mais uma semana as aulas e as atividades administrativas "de grande circulçaõa" na UEL. De acordo com a decisão, as atividades serão retomadas normalmente dia 6.

Em breve mais detalhes.

domingo, 28 de junho de 2009

Revista Espírita de Londrina comemora 2 anos

Fundada em abril de 2007, O Consolador leva mensagens espíritas a 83 países por meio da internet

Ilustração que mostra os continentes em que a revista é lida (Fonte: O Consolador)

A revista eletrônica O Consolador, fundada e dirigida por José Carlos Munhoz Pinto e Astolfo Olegário de Oliveira Filho, ambos da cidade de Londrina, circulou pela primeira vez, na rede mundial de computadores, em 18 de abril de 2007. Comemorava-se, então, uma data importante para os espíritas: os 150 anos de publicação de O Livro dos Espíritos, a principal obra de Allan Kardec e da Doutrina Espírita.

Este trabalho é a soma de ideias e colaborações enviadas por pessoas de várias regiões do Brasil e do exterior, pois desde o início a revista apresenta textos em outros idiomas. O resultado superou as expectativas e alguns números demonstram o alcance que a publicação obteve e o interesse que despertou em tanta gente.

No total foram 83, distribuídos pelos cinco continentes, os países em que houve acesso à revista, desde seu lançamento até o mês de abril deste ano; sendo 33 países da Europa, 20 da América, 16 da Ásia, 10 da África e 4 da Oceania. No ranking dos países que mais leem a revista, Brasil e Estados Unidos figuram nos primeiros lugares, e a seguir Portugal, país estrangeiro em que o Movimento Espírita está mais consolidado. (Os dados mencionados foram extraídos dos relatórios fornecidos pela Locaweb, administradora do site.)

O site da revista é www.oconsolador.com

Observação: A finalidade desta postagem não é a de colocar em evidência o Espiritismo, mas divulgar uma publicação espírita que merece atenção, tanto pela sua forma como por seu conteúdo.

A todos uma boa leitura!

Juliana Jovanelli

Aulas suspensas na UEL por causa da nova gripe

Fotos: Roberto Custódio/Jornal de Londrina
Por Vitor Oshiro

Era uma quinta-feira de aula normal no campus da Universidade Estadual de Londrina. Porém, por volta da metade da manhã, a rotina foi rompida. O motivo de tal agitação foi uma medida da reitoria que decretava a suspensão temporária das atividades do campus devido à ameaça da gripe A-H1N1 (que não pode mais ser chamada de suína por prejudicar a comercialização da carne de porco).

Segundo o reitor da UEL, Wilmar Marçal, a medida é uma prevenção visando a segurança dos alunos, visto que uma estudante universitária da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que contraiu a nova gripe, teve contato direto com servidores e estudantes da UEL.

Inicialmente, as aulas estão suspensas até segunda-feira (29/06) até às 14h, porém uma reunião será feita para discutir se o Campus será mesmo reaberto. Mesmo em caráter provisório, a decisão vem gerando polêmica. Para o secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, a medida da reitoria foi acertada, pois levou em consideração fatores epidemiológicos. Entretanto, muitos acreditam que foi algo precipitado, sendo que, em outros lugares, a gripe assumiu proporções maiores e nenhum “pânico” foi causado.

De acordo com as últimas informações da Secretária de Saúde do Estado do Paraná, o estado tem 21 casos confirmados. A recomendação da secretaria é para que todas as pessoas que retornaram de viagens ao exterior, ou tiveram contato com pessoas que viajaram, e tiverem sintomas como febre, tosse e dor no corpo - no prazo de dez dias – procurem um posto de saúde e comuniquem sobre o caso.

Veja a reportagem da RPC sobre o assunto:
Segunda-feira, o Tava na Ementa acompanhará as decisões e você poderá se informar por aqui o desenrolar dessa medida polêmica.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Web 2.0: a máquina somos nós

Acredito que o texto da última aula ( Web Semântica e produção de notícias, Beatriz Ribas, 16.06.09) causou inquietação. A dúvida sobre quem determinava a programação dos computadores( a máquina ou o homem ) nos fez pensar sobre o assunto. Este vídeo está diretamente relacionado ao tema e faz uma abordagem interessante.

Vale a pena conferir!

Georgia Pereira


Sem material físico

As revistas eletrônicas ganham cada vez mais espaço na web; por ter um custo muito alto fica quase inviável produzir material impresso em tantas áreas do conhecimento.

As publicações são diversas passando desde revistas científicas, criado principalmente por universidades, até sobre cinema, cultura, música e política.

Segue algumas dicas:



Gatilho


“Revista organizada e dirigida por mestrandos em Letras, Lingüística e Teoria da Literatura da Universidade Federal de Juiz de Fora, com objetivo de divulgar a produção acadêmica e artística de alunos, construindo um espaço de debates de ideias, publicando resenhas, artigos, contos, crônicas e poemas, bem como o intercâmbio entre os discentes envolvidos em pesquisa acadêmica dos cursos de graduação e os programas de pós-graduação.”



Achegas


“A proposta de achegas.net é o de além de servir como canal de informações sobre o métier de Ciência Política, divulgar material qualitativo: artigos, resenhas, relatórios de pesquisas, etc; produzidos por professores ou alunos e também por profissionais das diversas áreas das Ciências Humanas que não estejam ligados ao dia-a-dia da vida universitária”.



Contracampo


Revista eletrônica de cinema fundada em 1998, traz críticas e artigos sobre filmes de diversos países, este é o diferencial desta revista, por meio dela conhecemos filmes que às vezes nem chegam ao Brasil; as críticas são bem diferentes do que costumamos ler em outros veículos, geralmente com reflexões filosóficas e discussões mais aprofundadas sobre o papel do cinema como forma de expressão.



Karina Rocha

terça-feira, 2 de junho de 2009

Xanadu

A propósito da nossa discussão hoje em sala, olhem o que diz a wikipedia:

Xanadu pode se referir a: Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Xanadu_(desambigua%C3%A7%C3%A3o)

E para quem se interessar, a música tema do filme Xanadu, que falei hoje na sala. Atoooron!



Bruna

sábado, 30 de maio de 2009

Coma com os olhos

Na verdade, não tem muito a ver com jornalismo - talvez tenha um pouco de jornalismo investigativo nisso -, mas vou deixar aqui um link que eu achei na internet em que as pessoas participam dando um review sobre alguma comida pronta que comeram (e, para isso, você deve tirar uma foto da embalagem do produto/de como eles mostram na propaganda e uma foto do produto real).
Pra quem adora experimentar comidas exóticas, vale a dica de ler os reviews e ver se tem coragem de comprar mesmo, já que muitas vezes esses produtos são meio caros.

Deliciem-se!
http://comacomosolhos.com/

Claudia

segunda-feira, 4 de maio de 2009

JORNALISMO 2.0: Como sobreviver e prosperar

Capítulo 5

O capítulo “Como fazer um blog” do livro “Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar” se apresenta como uma espécie de manual sobre os conceitos da blogosfera, as ferramentas/formatos possíveis de serem utilizados e até alguns conselhos sobre como manter um blog e projetá-lo para o sucesso.
Ao definir blog, Mark Briggs (2007, p.55) é categórico ao afirmar que odeia o termo, por não passar a noção de revolucionária e avançada tecnologicamente a que a plataforma remete. Para ele, para um produto ser um blog, deve ter três características em comum: a) Ser semelhante a um jornal online, mas com uma escrita mais coloquial e notícias mais recentes, aparecendo no topo da página, b) Ter endereços que levam a outras notícias encontradas na web, sempre complementadas com informações novas ou opiniõs do blogueiro e c) Uma parte reservada à interação leitor/autor, ou seja, um link destinado aos “comentários”.
Ao entrar brevemente na história dos blogs, o autor explica que são uma ferramenta revolucionária, pois trouxeram uma evolução ao modelo de Internet dos anos 90, no qual era necessário conhecimento específico sobre como construir uma página na web para poder publicar algo. Com os blogs, a facilidade de publicação foi incrivelmente alcançada e qualquer um – que tenha o mínimo de conhecimento digital – pode se expressar por meio de um endereço na blogosfera.
Assim, Briggs (2007, p.56-57) coloca como principais marcos da história dos blogs os atentados terroristas de 11 de setembro, a invasão militar norte-americana no Iraque e a campanha eleitoral nos EUA em 2004. Mesmo que esquecido por inúmeros autores, este último acontecimento demonstra a importância deste modelo de página como ferramenta de comunicação, uma vez que foi amplamente utilizada por candidatos presidenciais e pelos comitês de campanha.
Após essa retomada histórica, o autor explica os passos que o blogueiro deve seguir para criar um bom blog. O primeiro é, antes de criar sua plataforma, pesquisar modelos parecidos. Assim, o blogueiro pode observar quais postagens o interessa mais e analisar os motivos, anotar de que forma pode incorporar esses elementos positivos ao seu blog e observar se o ritmo de atualizações é satisfatório ou não.
Continuando em ritmo de manual, Briggs (2007, p.58) lança uma espécie de vocabulário das terminologias da blogosfera. É um ponto importante porque explica as vantagens de utilizar cada ferramenta e/ou formato. O “post” é o texto – sendo que texto é entendido aqui como imagens, áudio ou vídeo – publicado no blog. Um “permalink” é, conforme sua tradução, um link permanente, ou seja, um link específico para cada publicação, facilitando que o público possa indicar aquela postagem específica a terceiros. O “tradback” é uma ferramenta de interação blog/blog, na qual um blogueiro “avisa” ao outro que está utilizando seu material. O “blogroll” funciona como uma indicação de outros blogs aos leitores. Geralmente aparece na lateral e é importante por contextualizar o leitor em qual “galáxia” – considerando a blogosfera como um universo amplo – seu blog está inserido.
O autor também explica alguns formatos específicos de blogs e as características que os definem. O “linkblog” é destinado a indicar conteúdos interessantes online, sem maiores opiniões e comentários. Funciona como uma espécie de catálogo de links interessantes. O “vlog” se especificou em comentar e disponibilizar vídeos. E o mais recente “moblog”, que é uma plataforma alimentada por meio de tecnologias móveis, como por exemplo, um celular.
Após estar familiarizado com a terminologia de ferramentas e formatos e de analisar outros blogs, Mark Briggs (2007, p. 59) começa a dar dicas de como utilizar bem a dinâmica dos blogs. Assim, ele explica que as postagens devem seguir as mesmas características de e-mails, atentando-se para não serem muito longas e com textos cansativos. A mesma objetividade deve estar contida nos títulos, uma vez que, do mesmo modo que em um jornal impresso tradicional, são eles que atraem os olhos do leitor e o convidam ou repelem para uma leitura.
Para manter uma audiência fixa e até mesmo aumentá-la, o autor afirma ser importante utilizar estratégias básicas, como sempre citar as fontes de material utilizado de outros locais, algo que confere confiabilidade e credibilidade. Outra maneira de atrair o interesse dos leitores é dar indicações do que seu blog publicará. Por exemplo, se o blogueiro está escrevendo sobre um acontecimento importante que não está pronto, ele deve publicar um pequeno post com um resumo do assunto e dizer que, em breve, o blog aprofundará a notícia.
Ainda neste ponto, o artigo explica que é importante atualizar pelo menos uma vez por dia, pois, segundo ele, quanto maior a freqüência de atualização, maior será a audiência.
Em relação à interação entre blogueiro/leitor, “você deve encarar os comentários como uma valiosa ferramenta de reportagem e não menosprezá-los como fazem muitos jornalistas tradicionais” (BRIGGS, 2007, p. 61). Exatamente por ser uma importante ferramenta para o sucesso de um blog, o autor explica que o blogueiro deve estimular os comentários, colocando opiniões que estimulem o debate e destacando observações inteligentes. Para Briggs (2007, p.61), “isto é fundamental, porque uma das razões pelas quais os blogs são populares é que eles levam em conta a interatividade e dão aos leitores um sentido de participação”. Porém, há um alerta para a existência de comentários desrespeitosos e que não acrescentem nada ao blog. Eles devem ser orientados, moderados e, se persistirem, devem ser excluídos.
Por fim, Mark Briggs explica que é importante colocar fotografias em seu blog para ilustrá-lo. Porém, devem ser feitas com equilíbrio, pois imagens muito pesadas podem deixar a navegação lenta, prejudicar a leitura e, conseqüentemente, o acesso ao blog.
Como afirmado anteriormente, o capítulo se mostra como um manual para a criação e projeção de um blog. Entretanto, é fundamental por apresentar ferramentas e procedimentos importantes na dinâmica da blogosfera e, principalmente, ao desconstruir suas dicas, pode representar uma importante metodologia a ser utilizada na análise de blogs.

Por Vitor Oshiro

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Twittermania

E já que o twitter virou assunto na sala de aula, olhem só este texto que encontrei:

Mais de 60% dos usuários deixa Twitter em um mês
Pesquisa mede o tráfego da rede social e aponta dúvidas quanto sucesso a longo prazo do serviço de microblog que virou mania na internet

As pessoas que usam o Twitter hoje podem desistir do serviço de microblog amanhã, de acordo com dados que questionam o sucesso em longo prazo da mais recente sensação das redes sociais.

Dados da Nielsen Online, que mede o tráfego da Internet, constataram que mais de 60% dos usuários do Twitter deixaram de usar o site gratuito um mês depois de aderirem.

"O índice de retenção de audiência do Twitter, ou a porcentagem dos usuários em um determinado mês que continuam a usar o site no mês seguinte, é atualmente da ordem de cerca de 40%", informou David Martin, vice-presidente de pesquisa primária da Nielsen Online, em comunicado.

"Pela maior parte dos 12 meses passados o Twitter manteve índice de retenção da ordem de 30%", acrescentou.

O Twitter foi criado três anos atrás como um serviço de Internet que permite que as pessoas acompanhem mensagens de no máximo 140 caracteres, ou "tweets", de amigos ou celebridades, que podem ser lidos em computadores ou com aparelhos portáteis.

Mas o serviço vem desfrutando de um surto recente de popularidade devido à adesão de celebridades como o ator Ashton Kutcher e a apresentadora de televisão Oprah Winfrey, que o elogiaram publicamente e enviam "tweets" para alertar os leitores sobre notícias urgentes ou informá-los quanto às atividades mais mundanas dos remetentes.

O presidente norte-americano, Barack Obama, usou o Twitter durante a campanha eleitoral do ano passado, e outras celebridades no Twitter incluem o astro do basquete Shaquille O'Neal e as cantoras Britney Spears e Miley Cyrus.

O Twitter é uma empresa de capital fechado e não revela seu número de usuários, mas de acordo com a Nielsen Online recebeu mais de 7 milhões de visitantes em fevereiro deste ano, ante 475 mil em fevereiro do ano passado.

No entanto, Martin diz que um índice de retenção de 40% limitaria o crescimento do site a um alcance de 10%, no longo prazo.

"Simplesmente não existem usuários novos suficientes para compensar os perdidos, depois de um certo ponto", afirmou ele.

FONTE:http://www.abril.com.br/noticias/tecnologia/mais-60-usuarios-deixa-twitter-mes-467204.shtml


Postado por Bruna Komarchesqui

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Blogs como nova categoria de webjornalismo

O artigo Blogs como nova categoria de webjornalismo, de Juliana Lúcia Escobar, traz uma análise de como as potencialidades da web – referentes à disposição e à divulgação de qualquer tipo de conteúdo – podem ser exploradas pela produção jornalística em blogs. Para isso, a autora realizou um estudo de caso, utilizando como o objeto de análise o Blog do Noblat, que ganhou destaque devido à cobertura realizada durante o escândalo do mensalão.

A hipótese inicial lançada pela autora é de que o jornalismo de blog tem se apresentado como uma nova categoria para o webjornalismo. A perspectiva adotada para o desenvolvimento desta concepção de produção jornalística em blogs considera aspectos de continuidade mais do que o de ruptura nas características dos veículos. Deste modo alguns atributos são comuns ao jornalismo praticado em diferentes suportes, e estes se somam às potencialidades de cada meio. Para considerar um blog como veículo jornalístico, portanto, a autora busca identificar tais atributos.

Antes de apresentar os atributos de um blog jornalístico, Escobar (2007, p.219) apresenta sua definição de blog. Segundo a autora, eles não mais se limitam a diários virtuais, como foram vistos inicialmente, são, na verdade, “um novo mecanismo de produção e divulgação de conteúdos na web que gera um modelo específico de site”. Ela ainda define três atributos que caracterizam um site como blog: facilidade e agilidade na produção de conteúdo – por dispensar conhecimento de linguagens de programação como HTML, PHP ou JavaScript -; apresentação do conteúdo em ordem cronológica inversa, em que as publicações vão se sucedendo da mais antiga para a mais recente; e registro automático de data, hora e autor de cada post. Além destes atributos básicos, outros podem ser oferecidos por diferentes softwares, como comentáros, permalinks e linkbacks.

A autora também apresenta a diferenciação entro os conceitos de “blog/texto”, “blog/programa”, e “blog/lugar”, proposta por Primo e Smaniotto (2006). Segundo estes autores o “blog/texto” diz respeito a todo o conteúdo produzido pelo blogueiro, podendo ser textos, imagens, áudios e vídeos. O “blog/programa” se refere ao software utilizado para a produção do “blog/texto”. O “blog/lugar”, por sua vez, seria a localização do blog/texto na rede.

Entre os atributos comuns à prática do jornalismo nos diferentes meios, a autora destaca a notícia – matéria-prima da atividade jornalística -, a novidade, a atualidade, a universalidade, o interesse e a veracidade. Esta última, apesar das divergências a respeito da fidelidade e objetividade do relato jornalístico, encontra sua sustentação na idéia consensual de que o jornalismo refere-se à realidade. A partir destes atributos gerais do jornalismo, sua prática, como fruto da ação de agentes humanos, pode incorporar inovações e promover renovações dentro das potencialidades de cada meio.

Segundo Deuze, (2002 apud ESCOBAR, 2007, p.223), “os blogs estariam situados em algum patamar entre os sites do tipo metajornalístico e de comentários e os destinados a compartilhamento e discussão”. De acordo com este autor, os blogs são publicações individuais e personalizadas não podendo, portanto, se configurarem como veículos jornalísticos.

Para Escobar, é justamente a personalização que possibilita considerar um blog como jornalístico, uma vez que é a utilização que cada agente humano faz desta tecnologia que determina o conteúdo do veículo. Deste modo a determinação de um blog como jornalístico depende, fundamentalmente, de uma análise de seu conteúdo, ou seja, da maneira que tem sido explorado pelo blogueiro.

Quando um blog é jornalístico

Para ser considerado jornalístico, um blog deve ser difundido a um grande número de pessoas e divulgar fatos atuais, verídicos, "(...) dotados de atualidade, novidade, universalidade e interesse." (ESCOBAR, 2007, p.224) Não é considerado jornalístico apenas porque quem o mantém é um jornalista, já que seu conteúdo pode se destinar a outros assuntos.

Sobre a difusão, a autora aponta que alguns servidores de blogs tem a opção de acesso restrito para o usuário (Blogger, Livejournal) e, por isso, mesmo que estejam na web, não podem ser vistos por qualquer público. Assim, estar disponível na web não é sinônimo de estar acessível para todos. Para um grande número de acessos, é preciso também que o dono do blog jornalístico se disponha a divulgá-lo para atrair internautas e que o conteúdo seja sempre atualizado, para trazer interesse. Quanto à periodicidade, os blogs jornalísticos costumam manter-se atualizados - respeitando a prioridade do tempo dos meios de comunicação online -, enquanto blogs comuns dependem da disposição do blogueiro.

Blogs jornalísticos e o que trazem de novo

Os blogs inovaram com a mudança no formato de apresentação das informações. A velha diagramação dos veículos impressos, eletrônicos ou online, que chama a atenção para as manchetes ou as notícias consideradas de maior interesse público perdem essa hierarquização. Nos blogs, a importância de uma informação é "(...) a que foi publicada mais recentemente" (ESCOBAR, 2007, p.227). Para que uma publicação tenha mais acessos, segundo a vontade do blogueiro, basta que ele não atualize seu blog, mantendo a notícia no alto da página.

O leitor dos blogs

De acordo com Escobar (2007, p. 229), o único leitor capaz de usufruir plenamente das informações da internet - e, consequentemente, dos blogs de jornalismo – é aquele que já é “web educado”, o seja, aquele que domina a linguagem dos hipertextos e das multimídias. Esse leitor, considerado ideal, seria menos dependente da hierarquização jornalística das notícias porque ele mesmo prefere definir as suas prioridades. Para a autora (id, ibid), ele seria “[...] capaz de desempenhar o papel de webeditor [...]. Apto a ouvir, ler, ver, clicar, teclar – tudo ao mesmo tempo -, seria alguém capaz de agir mais do que rápida, simultaneamente”.

A própria internet tem um caráter pedagógico (ESCOBAR, 2007, p.230), pois ela condiciona o leitor a ler dessa nova forma. Quanto mais se usa a internet e seus recursos, mais se aprende essa cultura da interface. Porém, além de saber utilizar sites e blogs, o internauta precisa ser capaz de reconhecer se essas páginas são confiáveis. Ainda que existam portais consolidados e de credibilidade, nem toda informação está contida neles. Quer dizer, mais do que navegar, é preciso estar informado e ter espírito crítico.

Wolton (apud ESCOBAR, 2007, p. 231) complementa esse raciocínio, pontuando que o problema não é o acesso à informação, mas a capacidade de saber o que procurar. É preciso ter “competência para assimilar o aprendizado”, principalmente porque não há um professor, um pesquisador, ou qualquer tipo de intermediário para facilitar o acesso ao que não se conhece. Para ele, é um tipo de emancipação – não no sentido de “libertação” do intermediário, mas sim no processo de valorização do seu papel. E quem seriam esses novos intermediários da web? Para Escobar (id, ibid), os jornalistas de grande prestígio que migraram para internet - assim como as grandes organizações midiáticas - podem exercer essa função, servindo de filtros e guias tanto para internautas experientes quanto inexperientes. Ela destaca, como exemplo, os comentaristas e colunistas de jornais renomados que, no uso dos seus blogs, não só noticiam um acontecimento como o analisam, interpretam.

Enfim, para a autora (2007, p. 233) os blogs facilitaram a produção e a divulgação de conteúdos para qualquer pessoa. Os jornalistas, porém, ainda tem o seu espaço e desempenham sua função: a de serem ouvidos e de terem as suas opiniões consideradas.

Texto:
Claudia Yamaki
Juliana Teixeira
Natália Rodrigues


Referências bibliográficas:
ESCOBAR, Juliana Lúcia. "Deu no post - blogs como nova categoria de webjornalismo: um estudo de caso sobre o Blog do Noblat". Universidade do Estado do Rio de Janeiro, PPGC. Dissertação de Mestrado, 2007.