Aqui está o texto sobre o qual falei na aula de hoje. E fica a dica: leiam mais o Observatório da Imprensa. Tem muita coisa legal por lá - sobre jornalismo on-line ou outros assuntos.
Até mais!
WEB IMUTÁVEL
O fim da manchete
Por Clovis Geyer e Fábio Mayer em 11/10/2005
No dia 24 de junho de 1996 o Diário Catarinense, jornal tablóide da RBS em Santa Catarina, publicou em letras garrafais: MORRE PC FARIAS. Por sorte dos editores, naquele dia não morreu ninguém mais importante, caso contrário, na edição seguinte teriam que fazer um jornal standard.
Exageros à parte, este recurso gráfico dos jornais para dimensionar e hierarquizar a importância da notícia perante o leitor praticamente sumiu na internet. As "novas tecnologias" criaram um engessamento da notícia. Esse novo jornalismo bloqueado por páginas templates, fórmulas prontas à disposição dos editores cria uma rotina cerceada por projetos gráficos rígidos. Mas na mídia impressa ainda é possível quebrar estes padrões por iniciativa dos próprios editores e paginadores eletrônicos, dependendo do grau de importância da notícia. Se o fato realmente tem relevância, é possível dimensioná-lo graficamente e atribuir-lhe o valor que realmente merece.
Na Internet, qualquer quebra de rotina está ligada diretamente aos programadores do produto digital, diferentemente da mídia impressa, que trabalha visualizando a página, seja no pagemaker, no quark-x-press ou qualquer outro paginador eletrônico. A página está ali, na frente, sendo vista e analisada. Na Internet, redatores e editores trabalham em formulários, onde digitam a matéria do dia, editam e enviam. O resultado será visto depois no computador, após clicar no "refresh".
O que o leitor/internauta vê diariamente é uma notícia fleumática. Imutável visualmente. Obviamente que a informação está lá, ágil, atualizada em tempo real como nunca se viu antes, mas sem o recurso gráfico da manchete.
Soluções existem
Não se trata de saudosismo, de "saudade da velha e boa manchete em letras grandes", mas de recuperar uma função do jornalismo que é chamar a atenção do leitor para os níveis de importância da notícia.
Neste caso, onde não é possível improvisar, dado o grau de dificuldades da programação de uma página para web, é importante prever os fatos. A programação é demorada, os editores apontam os problemas e os designers e programadores, a solução.
Páginas templates devem existir para uma maior agilidade do jornalismo, mas podem ser previstas soluções diversas para não se cair numa rotina visual. O que se vê na internet são repetições de páginas que se formam automaticamente. Na mídia impressa existem os cadernos especiais, que podem ter variações do projeto gráfico original. Na Internet, coberturas especiais assumem a mesma formatação visual do corpo do todo, sem uma diferenciação do resto.
São poucos os editores que se especializaram nesse ambiente a ponto de alcançar uma total sinergia com designers e programadores. Menor ainda o número dos que sabem que há alternativas viáveis para atingir os objetivos propostos. As soluções existem tanto para páginas em html, em flash ou em sistemas com PHP, JSP ou ASP, nas quais é possível proporcionar uma maior liberdade para criação e diferenciação das manchetes. Um exemplo é ter uma variedade de templates, que podem ser escolhidas na hora do cadastro das notícias, de acordo com a necessidade e importância.
Rotina quebrada
No Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina estamos fazendo um site experimental em flash (www.universidadeja.ufsc.br) mesclando html e um banco de dados em PHP, numa tentativa de pesquisarmos a notícia integrando as mais diversas mídias: texto, hipertexto, infografias, slide-show, áudios, vídeos e transmissões ao vivo.
Ao esbarrarmos na atualização de um produto relativamente sofisticado como este, passamos a pensar nas soluções de automatização sem alterar o design da página, nem deixar a apresentação do conteúdo bloqueada por estas questões da programação. A solução imediata foi pensar na criação de modelos de páginas e no processo de hierarquização entre eles, ou seja, como estabelecer a forma de operacionalização e o momento de ativar cada uma das templates. Elas têm como objetivo colocar a informação em ordem de importância, buscando recuperar este recurso para o dimensionamento da notícia na internet. Isto é, criar pelo menos cinco tipos de prováveis de capas que seriam solicitados pelos editores, dependendo do grau de valor da notícia, o qual o leitor teria já visualmente a percepção da maior ou menor importância da manchete.
Na internet a imagem (são bitmaps formadas de pixels – quanto mais, maior o peso e o tempo necessário para carregar a página) pesa, não se podendo abrir as fotos como nos jornais. Mas as fontes são vetoriais (descrições matemáticas que o computador interpreta e invariáveis em qualidade quando ampliadas), seu tamanho não acarretará aumento do peso da página, proporcionalmente à lentidão de acesso, mas vai agregar maior valor às notícias, informando ao leitor já de imediato que aquela notícia é diferente. A rotina foi quebrada.
Fonte: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=350ENO002
Outra que vale a pena ler vem do jornalista Carlos Brickmann (Circo da Notícia, 17/3/2009):
O grande título
(...) um daqueles títulos fantásticos, de um grande portal de Internet, que não cabiam na linha e foram enfiados na pancada. O que entrou, entrou.
** "Ford e sindicato americano pactuam convênio para cortar cu"
Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=529CIR001
terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
A linguagem e os gêneros jornalísticos na narrativa digital
Uma das principais características da internet, em oposição aos meios de comunicação de massa, é a capacidade de fragmentação da audiência. Os jornalistas produzem conteúdos cada vez mais personalizados, dirigidos a públicos específicos, de acordo com as necessidades e preferências pessoais dos internautas.
O leitor pode selecionar, graças à ferramenta do hipertexto, o conteúdo que lhe interessa, e cabe a ele a escolha da trajetória para chegar até a mensagem, isto é, o receptor pode inteirar-se do conteúdo da forma que achar melhor. Além disso, a interatividade é outro fator que compõe a linguagem virtual, pois a participação da audiência é direta e imediata. Outra diferença importante é quanto à emissão e recepção das notícias, já que a freqüente atualização, muitas vezes em questão de minutos, alterou o conceito de periodicidade no jornalismo.
A possibilidade da reunião de vários formatos jornalísticos como texto, áudio, vídeo, gráficos e fotos, em um só lugar, caracteriza o que se chama de meio multimídia. Entretanto, uma das maiores dificuldades informativas é a falta de elementos para determinar a importância das notícias. O que em um jornal impresso poderia ser ressaltado apenas com o uso da manchete, uma foto que ocupe grandes proporções na página e um texto de muitos caracteres; na internet, a quantidade de páginas relacionadas e a própria construção da página com o objetivo de abrigar o máximo de informações e imagens possíveis dificulta o destaque de alguma notícia.
A produção de materiais jornalísticos neste meio que prima pela velocidade também exige uma revisão dinâmica dos textos, da estrutura ao conteúdo, pois é imprescindível que o profissional mantenha o seu compromisso com a verdade, o que envolve a apuração constante dos fatos e o cuidado com a linguagem.
As exigências gramaticais no online são as mesmas do jornalismo impresso. Apesar das atualizações constantes do jornalismo digital (tornando-o, por vezes, semelhante ao rádio no que diz respeito à fugacidade) diminuírem os impactos de um possível erro, incorreções gramaticais resultam em sérios danos à credibilidade do trabalho jornalístico. O autor defende que as mesmas regras do impresso devem ser seguidas no jornalismo online:
- acentuação e pontuação não devem sofrer variações;
- a estrutura sujeito-verbo-objeto confere mais clareza ao texto;
- sempre que possível, dispensar orações complexas e renunciar ao tempo condicional;
-cuidar com advérbios;
- uso de voz ativa e verbos no presente do indicativo
Neste último ponto, o autor acrescenta que é preciso zelar pela exatidão das datas dos acontecimentos nos meios digitais, uma vez que os conteúdos permanecem por tempo indeterminado na web e que pessoas de diversas partes do mundo (portanto, com horários locais diferentes) podem acessá-los.
Edo defende que a Internet ganha dos meios de comunicação tradicionais no quesito “consulta de notícias de última hora”, daí a necessidade de se produzir textos breves e de qualidade. O meio digital exige capacidade de síntese do jornalista, cujo trabalho deve ser conciso, completo (utilizando-se de todas as possibilidades interativas/ multimídia que o meio oferece) e atrativo.
Existem dois níveis de informação:
1- notícias/ informações (hard news): ou seja, o fato em si
2- crônicas, reportagens interpretativas, entrevistas (soft news): gêneros mais opinativos e analíticos
Para o autor, o primeiro nível se sai melhor nos meios digitais, já que os leitores estão à procura de textos curtos e informativos. O jornalista deve, então, pensar em um texto pequeno, completo, que diga tudo em poucas linhas e que seja interessante o suficiente para atrair o leitor a uma continuação da notícia (um texto mais longo) por meio de um link. Este pequeno texto que fica na homepage (a página inicial) deve seguir alguns padrões do impresso como: lead (5W: what, who, where, when, why), pirâmide invertida (informação mais importante e depois detalhes), linguagem clara e evitar interrogações e negações.
Edo acredita que os “gêneros de opinião são pouco digitais” e que seu refúgio seria o impresso. Como os leitores têm pressa, reportagens mais profundas ou crônicas acabam não funcionando no online. Mesmo jornalistas e escritores com público cativo no jornal impresso perdem seu atrativo na rede. Dessa maneira, esse segundo nível de informação deveria utilizar melhor as possibilidades hipertextuais que o meio digital oferece.
Uma vez que a internet exige uma fragmentação da informação, o autor sugere que ela se dê por meio de links. Na página inicial (ou homepage) estaria o texto principal, ou acontecimento. Depois de lê-lo, o internauta teria a possibilidade de se conectar, pelos links: aos antecedentes do fato (textuais, sonoros ou gráficos), ao contexto atual, às reações e opiniões de especialistas e leitores, a análises, galerias de fotos, vídeos com som ambiente da notícia, fóruns de opinião e links externos relacionados ao tema.
Para Edo, a participação do leitor deve sempre contar com a mediação e intervenção do jornalista, que seria responsável pela adaptação do texto. Ele conclui que ainda há um longo caminho a percorrer até que haja completo aproveitamento, pelo jornalismo, da interatividade que a internet oferece.
Referência
EDO, Concha. “El lenguaje y los géneros periodísticos en la narrativa digital”. Disponível em: www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/barbosa_suzana_jornalismo_digital_terceira_geracao.pdf
Bruna Komarchesqui
Juliana Jovanelli
O leitor pode selecionar, graças à ferramenta do hipertexto, o conteúdo que lhe interessa, e cabe a ele a escolha da trajetória para chegar até a mensagem, isto é, o receptor pode inteirar-se do conteúdo da forma que achar melhor. Além disso, a interatividade é outro fator que compõe a linguagem virtual, pois a participação da audiência é direta e imediata. Outra diferença importante é quanto à emissão e recepção das notícias, já que a freqüente atualização, muitas vezes em questão de minutos, alterou o conceito de periodicidade no jornalismo.
A possibilidade da reunião de vários formatos jornalísticos como texto, áudio, vídeo, gráficos e fotos, em um só lugar, caracteriza o que se chama de meio multimídia. Entretanto, uma das maiores dificuldades informativas é a falta de elementos para determinar a importância das notícias. O que em um jornal impresso poderia ser ressaltado apenas com o uso da manchete, uma foto que ocupe grandes proporções na página e um texto de muitos caracteres; na internet, a quantidade de páginas relacionadas e a própria construção da página com o objetivo de abrigar o máximo de informações e imagens possíveis dificulta o destaque de alguma notícia.
A produção de materiais jornalísticos neste meio que prima pela velocidade também exige uma revisão dinâmica dos textos, da estrutura ao conteúdo, pois é imprescindível que o profissional mantenha o seu compromisso com a verdade, o que envolve a apuração constante dos fatos e o cuidado com a linguagem.
As exigências gramaticais no online são as mesmas do jornalismo impresso. Apesar das atualizações constantes do jornalismo digital (tornando-o, por vezes, semelhante ao rádio no que diz respeito à fugacidade) diminuírem os impactos de um possível erro, incorreções gramaticais resultam em sérios danos à credibilidade do trabalho jornalístico. O autor defende que as mesmas regras do impresso devem ser seguidas no jornalismo online:
- acentuação e pontuação não devem sofrer variações;
- a estrutura sujeito-verbo-objeto confere mais clareza ao texto;
- sempre que possível, dispensar orações complexas e renunciar ao tempo condicional;
-cuidar com advérbios;
- uso de voz ativa e verbos no presente do indicativo
Neste último ponto, o autor acrescenta que é preciso zelar pela exatidão das datas dos acontecimentos nos meios digitais, uma vez que os conteúdos permanecem por tempo indeterminado na web e que pessoas de diversas partes do mundo (portanto, com horários locais diferentes) podem acessá-los.
Edo defende que a Internet ganha dos meios de comunicação tradicionais no quesito “consulta de notícias de última hora”, daí a necessidade de se produzir textos breves e de qualidade. O meio digital exige capacidade de síntese do jornalista, cujo trabalho deve ser conciso, completo (utilizando-se de todas as possibilidades interativas/ multimídia que o meio oferece) e atrativo.
Existem dois níveis de informação:
1- notícias/ informações (hard news): ou seja, o fato em si
2- crônicas, reportagens interpretativas, entrevistas (soft news): gêneros mais opinativos e analíticos
Para o autor, o primeiro nível se sai melhor nos meios digitais, já que os leitores estão à procura de textos curtos e informativos. O jornalista deve, então, pensar em um texto pequeno, completo, que diga tudo em poucas linhas e que seja interessante o suficiente para atrair o leitor a uma continuação da notícia (um texto mais longo) por meio de um link. Este pequeno texto que fica na homepage (a página inicial) deve seguir alguns padrões do impresso como: lead (5W: what, who, where, when, why), pirâmide invertida (informação mais importante e depois detalhes), linguagem clara e evitar interrogações e negações.
Edo acredita que os “gêneros de opinião são pouco digitais” e que seu refúgio seria o impresso. Como os leitores têm pressa, reportagens mais profundas ou crônicas acabam não funcionando no online. Mesmo jornalistas e escritores com público cativo no jornal impresso perdem seu atrativo na rede. Dessa maneira, esse segundo nível de informação deveria utilizar melhor as possibilidades hipertextuais que o meio digital oferece.
Uma vez que a internet exige uma fragmentação da informação, o autor sugere que ela se dê por meio de links. Na página inicial (ou homepage) estaria o texto principal, ou acontecimento. Depois de lê-lo, o internauta teria a possibilidade de se conectar, pelos links: aos antecedentes do fato (textuais, sonoros ou gráficos), ao contexto atual, às reações e opiniões de especialistas e leitores, a análises, galerias de fotos, vídeos com som ambiente da notícia, fóruns de opinião e links externos relacionados ao tema.
Para Edo, a participação do leitor deve sempre contar com a mediação e intervenção do jornalista, que seria responsável pela adaptação do texto. Ele conclui que ainda há um longo caminho a percorrer até que haja completo aproveitamento, pelo jornalismo, da interatividade que a internet oferece.
Referência
EDO, Concha. “El lenguaje y los géneros periodísticos en la narrativa digital”. Disponível em: www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/barbosa_suzana_jornalismo_digital_terceira_geracao.pdf
Bruna Komarchesqui
Juliana Jovanelli
domingo, 22 de março de 2009
Rafinha 2.0
Me enviaram este vídeo para me auxiliar no meu TCC. Já que estamos fazendo um TJ sobre tecnologias, achei interessante postar aqui!
Abraços,
Vitor Oshiro
segunda-feira, 9 de março de 2009
Ferramentas de publicação e ciberjornalismo: uma análise da evolução e inserção do leitor no processo produtivo
O artigo “Ferramentas de publicação de conteúdos na internet no contexto do ciberjornalismo” (2008), escrito pela jornalista Carla Schwingel se divide basicamente em três partes – e é desse modo que será explicado ao leitor. Na primeira, há uma contextualização do surgimento do ciberjornalismo; na segunda, uma classificação para as ferramentas de classificação e, por fim, como essas ferramentas têm possibilitado a inserção do leitor no processo produtivo ciberjornalístico.
Surgimento do Ciberjornalismo
Baseado em inúmeros autores, o artigo mostra que há uma predisposição a classificar a inserção jornalística na Internet em três momentos: 1º) a transposição dos veículos impressos, 2º) quando aparecem produtos e serviços específicos para a internet, mas mantém a estrutura impressa e 3º) quando surge um modelo de produtos e serviços feito especificamente para a internet. É nesse último estágio que podemos conceber o ciberjornalismo, visto que se caracteriza por um modelo diferenciado e concreto.
As tecnologias da Internet
Entre inúmeros conceitos técnicos de programadores digitais, a classificação a ser analisada das tecnologias da internet é entre ferramentas de conversação (as quais o artigo expõe, mas não discute) e publicação. Estas últimas são sistemas que facilitam a inclusão informativa na internet para um acesso posterior. Sua evolução é dividida em três gerações, que determinam em grande parte os modelos de ciberjornalismo.
A primeira geração engloba o período antes da adoção do sistema Word Wide Web (WWW) e se baseia principalmente nos newgroups, que são grupos de discussão (algo semelhante às comunidades do Orkut hoje em dia). Apesar da precariedade tecnológica, esta primeira geração também se refere ao surgimento do WWW, onde a internet se popularizou e passou a incorporar sistemas de publicação mais simples com a linguagem de código HTML.
Já o que marca a segunda geração na evolução das ferramentas de publicação é a utilização de tecnologias embutidas no HTML, que possibilitou a criação de sistemas de publicação mais simplificados – é aqui que aparecem os populares blogs.
Por fim, o que caracteriza a terceira geração é o processo de cadastro, no qual uma pessoa tem uma senha e um login e, com eles, pode postar informações de qualquer computador. É o aperfeiçoamento das tecnologias embutidas no HTML.
Modelos de ciberjornalismo
Este processo de facilidades de publicação é o que constitui a principal característica do ciberjornalismo, com novos conceitos de interatividade, multimidialidade e supressão de limites de tempo e espaço. É o nascimento do jornalismo descentralizado, norteado por apenas duas bases indispensáveis: pessoas com conhecimento ético e técnico da prática do jornalismo e pessoas com conhecimento das particularidades dos produtos digitais.
E é nesse jornalismo descentralizado, no qual podemos destacar três vertentes a serem seguidas:
a) Jornalismo Cívico – começou com a intenção de incorporar as opiniões e pedidos do leitor ao jornal. O contraponto a este modelo é que a organização controla o tipo de participação do leitor.
b) Jornalismo Participativo – semelhante ao Jornalismo Cívico, com o leitor participando do processo de produção, porém, não há o controle de participação citado acima.
c) Jornalismo de Código Aberto – tem origem com a facilidade dos leitores em interferir no que foi postado, ou seja, eles podem “corrigir” as informações. É algo controverso por ter uma visão positiva (pluralidade de fontes) e uma visão negativa (uma desvinculação profissional do jornalista).
Conclusão
Por fim, o estudo das ferramentas de publicação e suas evoluções deixa claro um novo modelo de jornalismo de publicação aberta e descentralizada. É algo novo que começa a ser formatado e estudado, mas que já traz modificações ao modo de atuação profissional dos jornalistas e, principalmente, ao modo como os leitores participam do processo informacional.
Vitor Oshiro
Nara Chiquetti
Referências
SCHWINGEL, C. ferramentas de publicação de conteúdos na inetrent no contexto do ciberjornalismo. In: CD ROM do XI Encontro de Professores de Jornalismo. São Paulo, 2008.
http://vidageek.net/2008/08/11/linguagens-de-programacao/
http://www.fieo.br/v2/central_aluno/revista/rev2001/linguagens.htm
http://www.scribd.com/doc/8946311/Linguagem-de-programacao-HTML-Apostilando
http://planetamanager.com.br/forum/index.php?s=d94829ac3e23054e128acdfc70c826c8&showforum=143
http://vidageek.net/2008/08/11/linguagens-de-programacao/
Surgimento do Ciberjornalismo
Baseado em inúmeros autores, o artigo mostra que há uma predisposição a classificar a inserção jornalística na Internet em três momentos: 1º) a transposição dos veículos impressos, 2º) quando aparecem produtos e serviços específicos para a internet, mas mantém a estrutura impressa e 3º) quando surge um modelo de produtos e serviços feito especificamente para a internet. É nesse último estágio que podemos conceber o ciberjornalismo, visto que se caracteriza por um modelo diferenciado e concreto.
As tecnologias da Internet
Entre inúmeros conceitos técnicos de programadores digitais, a classificação a ser analisada das tecnologias da internet é entre ferramentas de conversação (as quais o artigo expõe, mas não discute) e publicação. Estas últimas são sistemas que facilitam a inclusão informativa na internet para um acesso posterior. Sua evolução é dividida em três gerações, que determinam em grande parte os modelos de ciberjornalismo.
A primeira geração engloba o período antes da adoção do sistema Word Wide Web (WWW) e se baseia principalmente nos newgroups, que são grupos de discussão (algo semelhante às comunidades do Orkut hoje em dia). Apesar da precariedade tecnológica, esta primeira geração também se refere ao surgimento do WWW, onde a internet se popularizou e passou a incorporar sistemas de publicação mais simples com a linguagem de código HTML.
Já o que marca a segunda geração na evolução das ferramentas de publicação é a utilização de tecnologias embutidas no HTML, que possibilitou a criação de sistemas de publicação mais simplificados – é aqui que aparecem os populares blogs.
Por fim, o que caracteriza a terceira geração é o processo de cadastro, no qual uma pessoa tem uma senha e um login e, com eles, pode postar informações de qualquer computador. É o aperfeiçoamento das tecnologias embutidas no HTML.
Modelos de ciberjornalismo
Este processo de facilidades de publicação é o que constitui a principal característica do ciberjornalismo, com novos conceitos de interatividade, multimidialidade e supressão de limites de tempo e espaço. É o nascimento do jornalismo descentralizado, norteado por apenas duas bases indispensáveis: pessoas com conhecimento ético e técnico da prática do jornalismo e pessoas com conhecimento das particularidades dos produtos digitais.
E é nesse jornalismo descentralizado, no qual podemos destacar três vertentes a serem seguidas:
a) Jornalismo Cívico – começou com a intenção de incorporar as opiniões e pedidos do leitor ao jornal. O contraponto a este modelo é que a organização controla o tipo de participação do leitor.
b) Jornalismo Participativo – semelhante ao Jornalismo Cívico, com o leitor participando do processo de produção, porém, não há o controle de participação citado acima.
c) Jornalismo de Código Aberto – tem origem com a facilidade dos leitores em interferir no que foi postado, ou seja, eles podem “corrigir” as informações. É algo controverso por ter uma visão positiva (pluralidade de fontes) e uma visão negativa (uma desvinculação profissional do jornalista).
Conclusão
Por fim, o estudo das ferramentas de publicação e suas evoluções deixa claro um novo modelo de jornalismo de publicação aberta e descentralizada. É algo novo que começa a ser formatado e estudado, mas que já traz modificações ao modo de atuação profissional dos jornalistas e, principalmente, ao modo como os leitores participam do processo informacional.
Vitor Oshiro
Nara Chiquetti
Referências
SCHWINGEL, C. ferramentas de publicação de conteúdos na inetrent no contexto do ciberjornalismo. In: CD ROM do XI Encontro de Professores de Jornalismo. São Paulo, 2008.
http://vidageek.net/2008/08/11/linguagens-de-programacao/
http://www.fieo.br/v2/central_aluno/revista/rev2001/linguagens.htm
http://www.scribd.com/doc/8946311/Linguagem-de-programacao-HTML-Apostilando
http://planetamanager.com.br/forum/index.php?s=d94829ac3e23054e128acdfc70c826c8&showforum=143
http://vidageek.net/2008/08/11/linguagens-de-programacao/
Assinar:
Postagens (Atom)