O artigo “Ferramentas de publicação de conteúdos na internet no contexto do ciberjornalismo” (2008), escrito pela jornalista Carla Schwingel se divide basicamente em três partes – e é desse modo que será explicado ao leitor. Na primeira, há uma contextualização do surgimento do ciberjornalismo; na segunda, uma classificação para as ferramentas de classificação e, por fim, como essas ferramentas têm possibilitado a inserção do leitor no processo produtivo ciberjornalístico.
Surgimento do Ciberjornalismo
Baseado em inúmeros autores, o artigo mostra que há uma predisposição a classificar a inserção jornalística na Internet em três momentos: 1º) a transposição dos veículos impressos, 2º) quando aparecem produtos e serviços específicos para a internet, mas mantém a estrutura impressa e 3º) quando surge um modelo de produtos e serviços feito especificamente para a internet. É nesse último estágio que podemos conceber o ciberjornalismo, visto que se caracteriza por um modelo diferenciado e concreto.
As tecnologias da Internet
Entre inúmeros conceitos técnicos de programadores digitais, a classificação a ser analisada das tecnologias da internet é entre ferramentas de conversação (as quais o artigo expõe, mas não discute) e publicação. Estas últimas são sistemas que facilitam a inclusão informativa na internet para um acesso posterior. Sua evolução é dividida em três gerações, que determinam em grande parte os modelos de ciberjornalismo.
A primeira geração engloba o período antes da adoção do sistema Word Wide Web (WWW) e se baseia principalmente nos newgroups, que são grupos de discussão (algo semelhante às comunidades do Orkut hoje em dia). Apesar da precariedade tecnológica, esta primeira geração também se refere ao surgimento do WWW, onde a internet se popularizou e passou a incorporar sistemas de publicação mais simples com a linguagem de código HTML.
Já o que marca a segunda geração na evolução das ferramentas de publicação é a utilização de tecnologias embutidas no HTML, que possibilitou a criação de sistemas de publicação mais simplificados – é aqui que aparecem os populares blogs.
Por fim, o que caracteriza a terceira geração é o processo de cadastro, no qual uma pessoa tem uma senha e um login e, com eles, pode postar informações de qualquer computador. É o aperfeiçoamento das tecnologias embutidas no HTML.
Modelos de ciberjornalismo
Este processo de facilidades de publicação é o que constitui a principal característica do ciberjornalismo, com novos conceitos de interatividade, multimidialidade e supressão de limites de tempo e espaço. É o nascimento do jornalismo descentralizado, norteado por apenas duas bases indispensáveis: pessoas com conhecimento ético e técnico da prática do jornalismo e pessoas com conhecimento das particularidades dos produtos digitais.
E é nesse jornalismo descentralizado, no qual podemos destacar três vertentes a serem seguidas:
a) Jornalismo Cívico – começou com a intenção de incorporar as opiniões e pedidos do leitor ao jornal. O contraponto a este modelo é que a organização controla o tipo de participação do leitor.
b) Jornalismo Participativo – semelhante ao Jornalismo Cívico, com o leitor participando do processo de produção, porém, não há o controle de participação citado acima.
c) Jornalismo de Código Aberto – tem origem com a facilidade dos leitores em interferir no que foi postado, ou seja, eles podem “corrigir” as informações. É algo controverso por ter uma visão positiva (pluralidade de fontes) e uma visão negativa (uma desvinculação profissional do jornalista).
Conclusão
Por fim, o estudo das ferramentas de publicação e suas evoluções deixa claro um novo modelo de jornalismo de publicação aberta e descentralizada. É algo novo que começa a ser formatado e estudado, mas que já traz modificações ao modo de atuação profissional dos jornalistas e, principalmente, ao modo como os leitores participam do processo informacional.
Vitor Oshiro
Nara Chiquetti
Referências
SCHWINGEL, C. ferramentas de publicação de conteúdos na inetrent no contexto do ciberjornalismo. In: CD ROM do XI Encontro de Professores de Jornalismo. São Paulo, 2008.
http://vidageek.net/2008/08/11/linguagens-de-programacao/
http://www.fieo.br/v2/central_aluno/revista/rev2001/linguagens.htm
http://www.scribd.com/doc/8946311/Linguagem-de-programacao-HTML-Apostilando
http://planetamanager.com.br/forum/index.php?s=d94829ac3e23054e128acdfc70c826c8&showforum=143
http://vidageek.net/2008/08/11/linguagens-de-programacao/
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Dizem que na chamada blogosfera, devido à facilidade de se usar ferramentas de publicação de informações, todos escrevem o que querem da maneira que melhor convém dizer. A despeito de qualquer opinião isso é um fato, pois ainda não há tecnologias (ou gente suficiente) que consigam filtrar a imensidão dos dados que compõem o universo digital. Quase tudo, independente do certo ou errado, está aos olhos do homem conectado. Se digo “quase tudo” é porque ainda existe a possibilidade do resto vir a ser despejado na internet em curto espaço de tempo. Neste ponto entra a questão da credibilidade.
ResponderExcluirSeria o internauta tolo o suficiente para acreditar em tudo que lê na imagem de seu monitor? Ou seria ele somente mais suscetível ao discurso de profissionais já consagrados do meio jornalístico. Em geral, estes profissionais não ganharam sua credibilidade na mídia digital e sim nos jornais impressos, na TV e no rádio. Agora a questão: estes profissionais estão preparados para lidar com a nova mídia digital e seus aspectos de participação do leitor-usuário?
Olá turma,
ResponderExcluirdeixo a indicação do texto "Uma breve visão histórica do jornalismo on-line", da profª Claudia Irene de Quadros (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4704496A5) da Universidade Tuiuti do Paraná (http://www.utp.br/)na url:
http://www.google.com/search?sourceid=navclient&ie=UTF-8&rls=GGLG,GGLG:2008-33,GGLG:en&q=Uma+breve+vis%C3%A3o+hist%C3%B3rica+do+jornalismo+on%2Dline
[ ]s. Cynthia