domingo, 28 de junho de 2009

Aulas suspensas na UEL por causa da nova gripe

Fotos: Roberto Custódio/Jornal de Londrina
Por Vitor Oshiro

Era uma quinta-feira de aula normal no campus da Universidade Estadual de Londrina. Porém, por volta da metade da manhã, a rotina foi rompida. O motivo de tal agitação foi uma medida da reitoria que decretava a suspensão temporária das atividades do campus devido à ameaça da gripe A-H1N1 (que não pode mais ser chamada de suína por prejudicar a comercialização da carne de porco).

Segundo o reitor da UEL, Wilmar Marçal, a medida é uma prevenção visando a segurança dos alunos, visto que uma estudante universitária da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que contraiu a nova gripe, teve contato direto com servidores e estudantes da UEL.

Inicialmente, as aulas estão suspensas até segunda-feira (29/06) até às 14h, porém uma reunião será feita para discutir se o Campus será mesmo reaberto. Mesmo em caráter provisório, a decisão vem gerando polêmica. Para o secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, a medida da reitoria foi acertada, pois levou em consideração fatores epidemiológicos. Entretanto, muitos acreditam que foi algo precipitado, sendo que, em outros lugares, a gripe assumiu proporções maiores e nenhum “pânico” foi causado.

De acordo com as últimas informações da Secretária de Saúde do Estado do Paraná, o estado tem 21 casos confirmados. A recomendação da secretaria é para que todas as pessoas que retornaram de viagens ao exterior, ou tiveram contato com pessoas que viajaram, e tiverem sintomas como febre, tosse e dor no corpo - no prazo de dez dias – procurem um posto de saúde e comuniquem sobre o caso.

Veja a reportagem da RPC sobre o assunto:
Segunda-feira, o Tava na Ementa acompanhará as decisões e você poderá se informar por aqui o desenrolar dessa medida polêmica.

5 comentários:

  1. Eu achei a medida muito precipitada. A UEL tem mais de 20 mil pessoas emntre alunos e funcionários e istoe quivale a uma cidade pequena. Nunca evacuariamos um local desse porte por causa de uma suspeita. Estão criando um alarde e um "pânico" desnecessário.
    Fora isso, garanto que a medida pode ter ocasionado outro fato preocupante: foi explícito o grande número de alunos que aproveitaram o "feriado" para viajar. Não estariam eles aumentando o raio da doença?

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  2. Aprecio a preocupação da UEL, mas por causa disso a Embrapa Soja dispensou todos os estagiários que fazem UEL até dia 06/06, sei lá, acho que foi tudo muito rapido, sem informação e gerou um "pânico" meio exagerado.

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  3. Ixiiiiiiiiii....
    Vamos fechar tudo agora e ficar em casa!
    Quem sabe resolve...
    Porque o que é que as organizações da saúde do país tem feito para resolver o problema? Veiculado programinhas na TV falando que está tudo sob controle?
    O jeito é ficar em casa mesmo.
    Sou a favor de ninguém ir trabalhar.
    Paraaaaaaaa tudoooooooo!

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  4. Como aluno também achei a medida meio precipitada, mas pelo grau de alerta que o mundo está com essa nova gripe, podemos ter a noção de que o fato é preocupante!
    Na minha opinião, a consequencia mais grave são os alunos que voltaram para suas casas como mencionado acima. Isso sim é algo a ser pensado!

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  5. Excelente matéria, Vitor. Bem informativa. Creio que a reitoria agiu certo em tomar medidas preventivas. Certamente o reitor seria muito criticado se não tivesse tomado esta medida e um grande número de alunos contraísse a doença. Não é por acaso que a medida se denomina "preventiva". Se eu estivesse na função dele, tomaria a mesma decisão. Preferiria ser chamado de "alarmista" do que "incompetente" por ter deixado que a doença se alastrasse pela universidade. Contudo, entendo que os motivos que levaram a reitoria a tomar tal decisão deveriam ser melhor publicizados à população acadêmica e à sociedade como um todo.

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