Uma modalidade de jornalismo instituída como instrumento de expressão em contraponto ao desinteresse da imprensa tradicional é o jornalismo indígena. Em toda a América e demais continentes há uma apropriação da Internet para produção jornalística de caráter étnico.
É certo que esse jornalismo seja incipiente e careça de capacitação. Mas o mister, a especificidade e a abrangência validam a modalidade.
O mister sobreleva no histórico de desmandos políticos e econômicos. A especificidade se perfaz na autodeterminação e nos fatos sociais e culturais peculiares. A abrangência compreende grupos étnicos na América e em distintas regiões, como na Austrália, em que a designação do autóctone é “aborígene”.
O jornalismo étnico on-line se privilegia na pragmática da Internet como a interatividade, a hipertextualidade e a glocalidade. Na profusão de notícias em rede, esse novo jornalismo sintetiza notícias e informações afins.
É também um fenômeno para a Ciência da Comunicação, sobretudo na observação de impactos da tecno-socialidade. Por ser extemporâneo e globalizado envolve implicações devido a tais características. A modalidade não surgiu nos primórdios do jornalismo e não acompanhou os estágios evolutivos das mídias. E sem a adoção de tecnologias em desuso, se institui no estado de arte da multimídia, quando a “estrada on-line” é a alternativa se a imprensa tradicional não se faz possível.
referências:
http://www.programadeindio.org/blog/
http://www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/noticias/index.htm
http://www.indiosonline.org.br/
http://www.indigenouslawjournal.org/weblinks
http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=node/2446
http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=pt-br/node/2441
http://www.navajotimes.com/
http://www.ijnet.org/pt/node/12554
Osias Sampaio
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